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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Talvez amar seja nada além do que uma boa e sincera amizade


Que bom acordar nesse 20 de julho sabendo que tenho um ou dois – até três – amigos em que posso confiar plena e cegamente. Em meio ao que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman definiu como amores líquidos, onde tudo é superficial, encontrar pessoas especiais é um verdadeiro presente. 

Consideramos pessoas como amigos, mas reconhecemos amigos em uma parcela muito pequena dessa multidão. São nos amigos reconhecíveis que encontramos a nossa força, que expomos os nossos defeitos mais chatos e imperdoáveis e contamos nossas maiores loucuras sem sermos julgados por isso. No mínimo, um puxão de orelha. 

É no abraço que reconhecemos a verdadeira força da energia de encontro de almas. Quando uma dor que não é nossa dói na gente, quando a felicidade que não nos pertence, nos contagia e, principalmente, quando nos sentimos vitoriosos com conquistas que passam longe dos nossos desejos. É na mais simples e pura amizade, que sabemos que respeitar o outro é a melhor forma de convivermos em paz. 

E, nesse dia em que o mundo de espuma de Bauman nos pega repletos de mensagens de ‘feliz dia do amigo’, pensamos com o coração agradecidos por, no vácuo de tempos superficiais, de gente superficial e de pensamentos superficiais, encontrarmos pessoas especiais que conseguem com apenas um olhar, um abraço ou um aperto de mão, tocar o nosso coração durante uma vida inteira. Que vocês tenham um dia especial ao lado de quem realmente torce, confia e se importa com você. Porque talvez amar seja nada além do que uma boa e sincera amizade. Fiquem em paz e com Deus!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Porque, muitas vezes, o que falta na vida da gente é só gratidão


Tem dias que a gente vai deitar com aquela sensação de que poderíamos ter feito algo mais. 


Pela manhã, quem sabe, poderíamos ter tomando um café especial e, ao sair de casa, ter dito as pessoas que convivem conosco que a amamos. 


No trabalho, usaríamos a arma do sorriso no rosto para afastar aquela pessoa que, com sua energia carregada de inveja, vinha nos desestabilizar. E seríamos agradáveis com ela, a deixando sem espaço para fazer ou pensar o mal. 


Almoçaríamos coisas saudáveis, mesclando um prato colorido e saboroso, como dizem por aí. Ao terminar, ligaríamos pra alguém que a gente goste muito e não falamos há muito tempo. Ficaríamos de prosa, rindo ao saber das novidades e, ao desligar, teríamos a certeza de que, mesmo longe, temos alguém que podemos contar. Sempre. 


Na volta do almoço, compraríamos um sorvete para aquela pessoa que trabalha ao nosso lado e que nem imagina que pensamos nela com carinho quando estamos de férias, atestado ou, simplesmente, num final de semana de folga. 


Quando voltássemos pra casa, também levaríamos algo simples, mas significativo, para quem nos espera. Quantas vezes alguém nos esperou em casa, de coração aberto, e a única coisa que conseguimos dizer é que o dia foi cansativo e terrível? Seria uma surpresa pra essa pessoa receber uma rosa, um chocolate ou, apenas, a alegria de estarmos em casa – de chegarmos em casa – bem, em segurança e com saúde.


Ligaríamos o som no volume máximo que nos fosse permitido e dançaríamos. Juntos.
Ao deitar, talvez ainda teríamos a sensação de poder ter feito algo mais. Porém, estaríamos satisfeitos por termos feito da melhor forma o que estava ao alcance da nossa vida simples. 


No final, faríamos uma oração pra agradecer. Porque, muitas vezes, o que falta na vida da gente é só gratidão.